Caminho dos Diamantes – Outras Cidades

Confesso que depois de Catas Altas a viagem quase desandou. Sabe os perrengues? Pois é.

A próxima parada foi Itambé do Mato Dentro, que tem uma entrada maravilhosa, você consegue ver as quedas d’água por debaixo da ponte. Famosa pelo ecoturismo, promete além de piscinas naturais, a prática de esportes radicais como escalada, tirolesa, wakeboard e bungee-jump. A cidade em si é bem precária de estrutura, o próprio Instituto Estrada Real a descreve como bucólica, destacando a serenidade dos moradores. Só que como a intenção ali eram as atrações naturais (e nisso ela é riquíssima) iríamos ficar em um acampamento nos arredores, mais próximos dessa parte. Subimos por um longo caminho de terra, mal sinalizado (tivemos de perguntar bastante) e chegamos até o tal acampamento. De longe já dava para ver a cachoeira imensa que ficava logo atrás, era lindo. Só havia um problema: o lugar estava vazio! Completamente. Nenhuma alma viva além do zelador que iria embora as 18h. Como ficar num lugar desconhecido assim, sem mais ninguém, longe da cidade e sem telefone? Não tinha condição. Não sei se isso é frequente ou foi uma falta de sorte.

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Infelizmente, não pudemos aproveitar essa parte, tivemos de voltar todo o caminho e seguir para a próxima cidade na esperança de achar uma acomodação melhor. O problema é que a cidade vizinha é uma vizinha bem distante! Uma serra a perder de vista, parte de terra, parte asfaltada, à noite e com chuva. O tempo que não podia ter sido melhor até agora, resolveu mudar e choveu com vontade. Foi, sem dúvidas, a parte mais sofrida da viagem, hahaha.

https://vizionbikes.wordpress.com/2013/11/18/que-tal-percorrer-a-estrada-real-de-bicicleta/

Já bem tarde chegamos a Conceição do Mato Dentro, que era bem maior comparada à anterior, e dormimos em um hotel simples, mas com um senhor muito gentil. Estávamos salvos por enquanto! A ideia era ficar em outro acampamento, com bem mais suporte, ali na região, chamado Tabuleiro Eco Hostel. Aparentemente é bem interessante, muitas atividades propostas, vários tipos de acomodação (tem quartos para quem não gosta de acampar), uma diversidade de comidas e fica ao lado da famosa Cachoeira do Tabuleiro, a terceira maior do país. A única questão é que a estrada para chegar até ele se torna impossível com chuva. O senhor do hotel em que estávamos já nos alertou que era bem provável que ficassem os atolados no meio do caminho caso tentássemos ir. Esse EcoHostel oferecia o transporte da cidade até lá, mas era uma quantia tão absurda que gastaríamos quase o valor da viagem toda até agora. Desistimos. Tínhamos feito uma reserva que não foi cancelada com sucesso, perdemos o dinheiro e o passeio. Faz parte! Foi a primeira viagem do tipo e a inexperiência pesou nessa hora, mas tudo vira história! Parece ser um ótimo lugar a se conhecer, talvez um dia ainda volte.

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O que tínhamos a fazer então? Perdemos uns dois dias de programação, ou seja, sobrou muito tempo livre. Desistimos de conhecer Diamantina e resolvemos ir para a capital, Belo Horizonte, onde uma super amiga minha mora. Estava decidido, sem mais problemas por essa viagem, deixa para as outras. E assim foi! Não tenho dúvida que foi a melhor escolha. BH é tão rica que merece um espaço só para ela, conto na próxima!

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