Caminho dos Diamantes – Santuário do Caraça

Seguindo viagem de Ouro Preto, fomos ao Santuário do Caraça em Catas Altas-MG. Este é outro lugar que recomendo conhecer! Mais uma vez o site oficial ajuda muito os visitantes a descobrirem como chegar, o que fazer e, desse modo, a se programarem melhor. É um passeio pago (R$10,00 apenas), mas tão rico que você pode passar o dia todo e não vai conseguir fazer metade dumas atividades propostas.

Na chegada já são vistas placas encantadoras alertando sobre o contato e o cuidado com a natureza exuberante que estamos prestes a presenciar. O local tem uma história imensa, era uma escola de padres que foi incendiada, reconstruída e hoje transformado em atração. Além do museu que conta com uma biblioteca invejável, há uma igreja neogótica e as ruínas do antigo colégio e seminário. Tudo muito conservado, um conjunto arquitetônico de se respeitar.

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Já sobre a parte natural, é possível pegar panfletos que indicam todas as opções de trilhas a serem feitas, que são muitas! Variando o nível de dificuldade e o tempo gasto em cada percurso, algumas podem ser feitas sozinhas e outras exigem a presença de guias. Dentre as recompensas pela caminhada existem cachoceiras, prainhas, piscinas naturais, grutas e taboões. Além dos animais que são prováveis de se encontrar no meio do caminho!

Quando fui, infelizmente, começou a chover no fim da tarde, mas mesmo assim conhecemos muitos destes pontos. Um que merece destaque é a Cascatinha, formada por 4 quedas d’água e 4 piscinas naturais, só a 2 km do Santuário e de fácil acesso. A temperatura da água depende da estação, mas em épocas mais quentes é irresistível não nadar! Tudo bem sinalizado e limpinho, com uma vista inigualável.

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Se a intenção for aproveitar ao máximo este lugar, um dia só não é suficiente. O Santuário é completo porque tem acomodações e possibilidades de alimentação, garantindo a estadia pelo tempo que for necessário. No site tem todos os valores, os atrativos e as informações necessários. Aproveitem!

Estrada Real

A Estrada Real é um circuito turístico criado com base nas estradas construídas no século XVII pra ligar Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro, por onde iriam embora as riquezas mineirais daquela região. Este é, com certeza, um ótimo roteiro para quem gosta de trilhas, de ter contato com uma natureza exuberante, de aprender sobre a história que cada lugar oferece e de conhecer muitas pessoas de mente aberta. São 4 caminhos que fazem parte deste circuito: Caminho Velho, Caminho dos Diamantes, Caminho Novo e Caminho Sabarabuçu.

Nas férias de verão, há dois anos, descobri o site oficial do Instituto Estrada Real e fiquei supresa com o quanto ele é organizado e prático. É possível ver quais cidades fazem parte de todos os caminhos, quais os atrativos de cada uma delas, onde comer e onde dormir. Além disso, fazem uma média de quantos dias você vai gastar dependendo do meio de transporte (carro, bicicleta ou caminhando) e o nível de dificuldade de cada trecho. Oferecem mapas, mostrando as partes asfaltadas e as que são estrada de terra no percurso, e planilhas prontas pra já sair viajando.

O site também oferece pacotes com passeios pra serem feitos no Caminho escolhido. É bacana você já ir com algumas idéias do que quer fazer em cada lugar, assim você aproveita melhor seu tempo. Mas não é necessário pagar por tours em todas as cidades, você vai conhecer muita gente disposta a ajudar e indicar os melhores pontos turísticos, alguns que nem mesmo os guias levariam. Assim como restaurantes, pubs e cachoeiras.

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E realmente, pra quem gosta desse estilo de viagem, não tem melhor. Porém, é bom se atentar a duas coisas, pra não correr o risco de aumentar os apertos que vai passar, porque com certeza vão existir. A primeira é o clima, nessa região histórica de Minas Gerais chove muito e, quando isso acontece, vários passeios ficam prejudicados. Tem regiões que se tornam impossíveis de subir de carro, alguns acampamentos também se tornam inviáveis, as cachoeiras ficam escorregadias e muito geladas! E com sol elas ficam mais bonitas também, sem dúvida. Então é bom dar uma olhada na previsão do tempo antes de viajar, perguntar pra alguém que more nessas regiões como está (geralmente os hotéis respondem isso com tranquilidade) e ficar preparado pra talvez ter de desistir de alguma programação.

A segunda, são as estradas em si. Quando viajei, essa foi a pior parte. Porque? Elas são na sua maioria estradas de terra, em péssimas condições, a sinalização é precária, então se perder é comum. Os trechos asfaltados são todos pista simples, tem muitas curvas e são no meio do nada, nada mesmo. Aliás, os de terra também são. Por isso, você tem que ter consciência de que um carro apropriado, se for de carro, é o ideal pra essas circunstâncias. E se for de bicicleta ou a pé, é preciso rever o percurso, estar bem preparado e fazer paradas em quase todas as cidades, porque irá exigir bastante. Aí sim, se você gostar de aventura, vai estar em casa!

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A sinalização é feita através de totens. A partir deles você vai se guiando até chegar na próxima cidade ou vila. O interessante desse circuito é que não é necessário seguir rigidamente o roteiro que eles oferecem pronto, você pode montar o seu próprio. Dessa forma, se seu intuito for conhecer as cidades principais, mas sem todo o risco das trilhas pré-estabelecidas, você pode pular as cidades menores e seguir por estradas com mais estrutura. Isso não vai interferir em nada na viagem em si, até porque grande parte destes trechos ruins passam por cidades muito simples, que podem não ter nem estrutura para te abrigar, se for preciso fazer uma parada. E dirigir de noite nessas estradas redobra o desafio.

Percorri o Caminho dos Diamantes nesta época, realizando o roteiro planejado pelo site e foi ótimo. É quase indescritível, fiquei encantada e um pedaço de mim ficou em cada cidade que visitei. Aos poucos vou contando sobre os lugares e tudo o que aconteceu. Este ano pretendo realizar o Caminho Novo, mas dessa vez selecionando melhor as cidades a serem conhecidas e as estradas que pegar. Vale a pena!

Origem

Olá gente!

Criei o blog na intenção de compartilhar todos os poucos lugares que já visitei e dividir tudo que senti nessas experiências. Pode não parecer muita coisa, mas acredito que cada viagem, seja como for, engrandece o ser humano de uma maneira única. Principalmente aquelas planejadas por você mesmo, pra lugares que fogem do comum, com as expectativas lá em cima e o orçamento no lado oposto, hahaha. Não que as viagens mais caras e estruturadas sejam ruins, jamais. Elas são, com certeza, as mais despreocupadas.

O equilíbrio entre esses dois estilos, acredito eu, seja o segredo da felicidade de um viajante, o que o torna satisfeito consigo mesmo e com tudo que fez.

Contar para os outros os perrengues pelos quais passou e as maravilhas indescritíveis que viu são o desejo constante de qualquer um que pegue a estrada com as melhores intenções. Pouca coisa na mala e muita na câmera fotográfica, com legendas mentais de cada pedaço da história vivida. Daquelas que quando você revive, o sentimento nostálgico quase te sufoca. Fica apenas a vontade praticamente insaciável de sempre continuar. Isso são as almas viajantes. E almas assim não podem ficar ancoradas num lugar só.